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Análise Campeonato Mundial da IMMAF 2017 no Bahrain

A participação portuguesa nos campeonatos Europeus / Mundiais da IMMAF já se tornou um hábito, com o Luís Barneto, também conhecido como o Fernando Santos do MMA, como Selecionador Nacional, com o arbitro, o trabalho não se extingue aqui dado que é uma pessoa que se envolve muito na organização de eventos, Paulo de Oliveira e por fim o “vetereno” atleta nestas competições Milton Mateus, a serem as faces mais visíveis das participações anteriores.

O evento decorreu no período entre 12 e 19 de Novembro e poderia ter uma pressão acrescida, dado que Portugal esteve próximo de atingir um título no último Europeu, que ocorreu na Bulgária, com o atlteta Moreno Hortinha, da 100% Muay Thai, a atingir a medalha de prata na divisão Bantamweight. Para a seleção dos atletas que poderiam participar neste evento, a Comissão Atlética Portuguesa de MMA (CAPMMA) organizou em Abril um open, para selecionar os atletas a participar nos futuros estágios da Seleção Nacional.

Ora passado o evento e a seleção dos atletas, infelizmente, grande parte dos atletas não conseguiu participar, uma vez que todos, sim TODOS, os custos são suportados pelos atletas, pelo que ou têm alguns patrocinadores, mecenas, etc…, ou suportam o que torna difícil a participação. Assim, o grupo ficou fechado apenas com um atleta o Milton, que com o apoio da Unlimited e com um grande esforço da sua parte conseguiu os fundos necessários para representar o nosso País.

Em termos de outros participantes, não como lutadores, tivemos o Paulo de Oliveira, na arbitragem e ainda um nome que também começa a ganhar o respeito no Mundo dos Cutman Paulo Benedito, que fez a sua segunda participação nos campeonatos da IMMAF e ainda fez uma “perninha” no Brave 9: The Kingdom of Champions.

Obviamente que antes do início da competição ocorreram os habituais formalismos, mas foi destacado por todos os participantes no evento que o ambiente e a organização era de alto nível, desde o aeroporto, em que foram recebidos numa zona especifica para tirar fotografias às comitivas, transporte para o hotel e a própria receção no mesmo com manifestações culturais do Bahrain.

Na cerimónia de abertura, e como Portugal só tinha um atleta participante, Luís Barneto acompanhou o atleta Milton Mateus, a cerimónia foi muito interessante, com imenso destaque televisivo, havia uma aplicação com a transmissão do evento, elementos da família real presentes, ministros do desporto e cultura, o que prova a aposta que o Bahrain fez neste evento e que anda a fazer no MMA. Após a cerimónia ocorreu o sorteio, em que Milton era um dos 32 atletas da divisão de welterweight, sendo ditado o confronto com Oskar Biller, um atleta com 24 combates amadores, com presenças em 3 provas da IMMAF, no Mundial do ano passado tinha chegado aos quartos de final e no Europeu da Bulgária atingiu a medalha de prata.

Quanto à participação do Milton, a tarefa não era fácil, mas na verdade Milton demonstrou uma enorme capacidade de competir com este lutador, perdendo por decisão, sendo um combate em que poderia ter caído para qualquer um dos lados. Apesar da eliminação prematura, o Milton volta a demonstrar que está ao nível dos restantes lutadores na divisão, mesmo apesar de este ano o nível ter sido muito superior, ao que se observou em eventos anteriores, havia diversos lutadores com qualidade para estar em competições profissionais de alto nível.

O Paulo de Oliveira, na arbitragem, continua a construir o seu caminho rumo ao topo da arbitragem do MMA, foi responsável por uma cage e continua a ser um dos nomes mais sonantes ao nível da arbitragem. Por outro lado, o Paulo Benedito, enquanto cutman, estreou-se num Mundial da IMMAF, apenas participou no Europeu e não poderia querer melhor estreia demonstrado qualidade e vontade de aprender, o que levou a ser convidado para participara no Brave 9, uma experiência única.

O Balanço da participação, na minha opinião, é sempre positivo, uma vez que, apesar de não termos conseguido uma medalha, todos os participantes nesta competição são verdadeiros campeões que nos dão a honra de nos representar, numa modalidade em crescimento em Portugal e sem qualquer tipo de apoio. O Milton, pela coragem, persistência e paixão que demonstra nesta modalidade, o Luís, tem lutado pela regulamentação e organização de competições em Portugal e enquanto Head Coach da Unlimited pela participação do Milton, o Paulo, pela ajuda que dá ao Luís na organização das competições, pelos ensinamentos aos nossos árbitros mais jovens e pela capacidade de trazer o bom nome da arbitragem para Portugal e por fim o Paulo Benedito, por se interessar pela área no MMA mais esquecida mas das mais importantes, porque é ela que trata do bem estar e segurança dos principais ativos desta modalidade, os atletas.

Por fim, deixar um elogio à organização do Bahrain, que voltará a organizar em 2018 a mesma competição, que demonstrou ter uma óptima hospitalidade, organizou uma competição “amadora” de uma forma profissional e certamente, em termos de organização, foi das melhores competições de sempre da IMMAF.

Sobre o Autor

- Madeirense e fã do Clube Sport Marítimo, lidou com a síndrome de ser de uma ilha criando um podcast sobre MMA chamado Murro no Estômago. É também autor/administrador do site Ultimate Fight.

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