Segue-nos no Facebook e juntos vamos criar a maior comunidade de MMA em português!

Crónica do Trigo #5 – Os melhores do Ano

Se 2017 não foi dos melhores anos de sempre em termos de MMA, com demasiadas “money fights”, jogos de bastidores, campeões ausentes ou eventos fraquinhos. A verdade é que mesmo assim quando brilhou, brilhou intensamente.

Estes foram alguns dos melhores pontos do ano, na minha opinião:

Lutador do ano: Max Holloway. Alcançou o título e defendeu-o, com pontos extra de estilo, finalizando por duas vezes o campeão em título e lenda do desporto, alcançando o topo do mundo. Tal como Tony Ferguson fez uma divisão acima, Holloway tinha praticamente limpo já a divisão antes de chegar ao título.

Lutadora do ano: Rose Namajunas. Thug Rose lutou duas vezes este ano, primeiro finalizando Michelle Waterson também ela com muito estilo e classe. E depois foi atirada ao triturador de carne que é Joanna Jędrzejczyk. E foi aí que Namajunas merecer esta distinção, ao conseguir nocautear no primeiro round a até então bicho-papão (papona?) da divisão. Namajunas mostrou um jogo bem preparado, com uma defesa ativa que bloqueou completamente o ataque de Jędrzejczyk, para eventualmente lançar a sua ofensiva que lançou a então campeã para o tapete.

O evento: O UFC 217 teve 3 defesas de título, incluindo o regresso aguardado de Georges St-Pierre. O evento culminou com a coroação de 3 novos campeões, nas pessoas de GSP, TJ Dilashaw e Rose Namajunas, mas incluiu ainda excelentes combates, como o nocaute de Borrachinha a Hendricks, o embate entre Wonderboy e Masvidal, ou a finalização de Corey Anderson por OSP. Valeu bem o PPV.

O novo nome: Paulo “Borrachinha” Costa tem um físico de meio pesado, mexe-se como um leve, bate como um peso pesado, mas luta nos médios. Com apenas 26 anos, tem 11 vitórias, todas elas por finalização, e zero derrotas. No ano em que se estreou na UFC, lutou por 3 vezes, tendo vencido por TKO todos os embates. Um nome a ter em conta, e correm rumores que já vai sendo difícil arranjar-lhe adversário.

A surpresa: Thug Rose. Já falámos dela atrás, mas de acordo com as odds de Las Vegas, esta vitória que ninguém previu foi ao nível da vitória de Matt Serra perante GSP ou de Holly Holm perante Ronda Rousey. num combate onde poucos lhe davam chances de vitória, e quando muito talvez uma decisão dividida vencida nos últimos rounds, ou uma eventual submissão a partir de uma movimentação dinâmica. Surpresa!

Campeão do ano: Demetrious Johnson. Mighty Mouse bateu e estabeleceu um novo record de 11 defesas de título consecutivas. O único campeão da divisão de peso mosca da história mostrou mais uma vez a sua polivalência, tendo finalizado o campeão mundial de Jiu Jitsu Wilson Reis por chave de braço, e destruindo Ray Borg em Outubro. Já quase limpou a divisão por duas vezes, e neste caso parece-nos que de facto uma super-luta será o próximo passo.

Submissão do ano: Se alguém não achou que ia escolher o suplex-chave-de-braço de Mighty Mouse, é porque ainda não o viu. Se víssemos isto num filme achávamos que era parvo e exagerado.

KO do ano: Esta lista estará possivelmente demasiado populada com eventos mais recentes. Mas não penso que seja possível ter uma opção que não o uppercut de Francis Ngannou ao lutador anteriormente conhecido como Ubereem. Se a finalização de Demetrious Johnson pareceria mal num filme, este murro estaria perfeito num episódio de Dragon Ball Z.

Luta do ano: durante 2017 houve uns quantos embates que me deram dores de cabeça e visão turva durante umas horas só de os assistir. Sendo difícil escolher especificamente um, penso que é justo realçar o embate entre Justin Gaethje e Michael Johnson. Uma luta daquelas que marcam um homem para a vida (e Gaethje teve outra dessas mais tarde com Eddie Alvarez), foi aquilo que, em gíria de recreio de escola dos anos 90, se chama de batatada de criar bicho. Teve detalhes técnicos, bons momentos para os dois competidores, e eventualmente uma finalização para Gaethje. Os neurónios de Gaethje morreram para o nosso gozo, por isso lembrem-se deles quando brindarem com champanhe ao novo ano.

Asneira do ano: Jon Jones. Quantas mais oportunidades vamos dar a este senhor? Como diria o poeta, “a primeira vez, sim senhor. A segunda, ainda concordo. A terceira, ainda vou. Quarta, quinta, sexta vez, é demais!” Chega.

Freakshow do ano: Rizin. Por favor nunca mudes.

Obrigado e Bom ano novo a todos!

 

Sobre o Autor

- Madeirense e fã do Clube Sport Marítimo, lidou com a síndrome de ser de uma ilha criando um podcast sobre MMA chamado Murro no Estômago. É também autor/administrador do site Ultimate Fight.

Comentar

Editar avatar »