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Espaço do Fontes #10 – Cyborg vs Holm: Guerra Em Las Vegas

Ano novo, vida nova, diz-nos o povo em toda a sua sabedoria.

No “Espaço do Fontes, “no entanto, iniciamos 2018… a falar do ultimo combate de 2017!

E não poderia ser de outra forma: a luta que no UFC 219 colocou frente a frente Cris “Cyborg “Justino e Holly Holm, foi de encontro ás espectativas criadas e ainda que não tenha sido tremendamente espetacular, resultou numa verdadeira guerra. Será esta a palavra – retirado o sentido bélico e respetiva conotação negativa – que melhor resumirá aquilo a que se propuseram estes dois verdadeiros “monstros “do octógono naquela noite em Las Vegas.

E as coisas até começam relativamente equilibradas, com um primeiro round em que ambas conseguem fazer entrar golpes, notabilizando-se também as tentativas de pressão imediata de Holm, para evitar os “takedowns “.No final dos primeiros 5 minutos, missão cumprida por parte de ambas.

E aí vinha o segundo round. A Americana está em movimento constante. Aposta nos pontapés altos e muita pressão no “clinch”. Começa, no entanto, a perceber-se o inicio do domínio de Cris: uma mão direita que entra e um pontapé ao corpo, mas o assalto fica por ali.

O terceiro round é da Brasileira. O olho esquerdo de Holm começa a ficar inchado, mas esta, ainda assim, tenta contrariar o domínio da lutadora de Curitiba: um gancho de direita e depois uma mão esquerda a entrar, mas Cyborg não parece afetada. É esta aliás, quem termina o assalto com uma tentativa de “takedown”, um bom pontapé alto e um “superman punch”.

E entramos nos assaltos de Titulo. Holm inicia o quarto round tentando ser dominante, através de um pontapé saltado á barriga de Cris, no entanto, por esta altura a Brasileira mostrava total capacidade de resposta. A sua eficácia nos golpes superava já em mais do dobro a conseguida pela “Preachers Daughter “. Mais para o final e após uma troca de golpes, entra uma mão direita de Holm e um enorme “jab” de Cyborg.

E chegamos ao quinto round. O ultimo. E que assalto. Após uma sequencia por parte da mulher do Estado do Paraná, entra um cotovelo de Holm. Depois um pontapé alto. Dois minutos para o final do combate. Uma mão direita passa por baixo da guarda da Americana. O publico protege-a. Clama por ela. É a hora de Cris demonstrar porque razão carrega o epíteto de “Cyborg “.Uma mão direita. De seguida um “cross”. Holm abana, mas não cai. E é ela quem tenta fechar o round em alta, mas Cris aguenta-se no “clinch”, apesar das joelhadas da Ex-Campeã Bantamweight da UFC.

No final, uma justíssima vitória da Brasileira por Decisão Unânime.

Já Holm conseguiu o que outras nunca alcançaram: vencer um assalto a Cyborg e ser a primeira mulher a não ser finalizada por ela.

Na noite de 30 de Dezembro, a T-Mobile Arena em Las Vegas foi território de guerra.

E como acontece em qualquer guerra, o vencedor é determinado

por quem apresenta o melhor e mais preparado arsenal.

No caso, só poderia pender para um dos lados.

Porque Cyborg é, ela própria, um arsenal.

Até para a semana… e boas lutas!

João Fontes

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