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Espaço do Fontes #15 – A Face (O)culta De Conor Mcgregor

Fãs de MMA ou não, todos ouviram já falar nele.

Bastará aliás ligar a televisão, navegar 15 ou 20 minutos pela Internet ou ler um qualquer jornal generalista e é quase certo que irá acontecer: vão dar de caras com Conor Mcgregor!

A verdade é que o Irlandês é, por estes dias e muito possivelmente, a maior estrela que conhecemos á escala mundial.

Beyonce ou Cristiano Ronaldo poderão querer contestar esta afirmação, mas será inegável: através do seu talento, personalidade e invejáveis “promotion skills”, “Conor conseguiu quebrar o “glass celling” por inerência destinado a todos aqueles que praticam a alto nível uma modalidade como o MMA – e desenganem-se, apesar de todo o caminho até aqui trilhado, ainda não somos um desporto global – alcançando uma notoriedade estratosférica e sendo conhecido e reconhecido nos quatro cantos do Mundo.

Tanto falamos dele, mas …será que o conhecemos verdadeiramente?

Quem é afinal Conor Mcgregor?

Terá nascido na cidade ou em ambiente rural? Interessou-se por Desportos de Combate logo em tenra idade? E na adolescência, como seria? É agarrado á família? Crente a Deus ou Ateu?

Como compreenderão, não tenho acesso privilegiado a “Notorious “, no entanto tentarei traçar a seguir aquele que considero ser o perfil do Irlandês.

Começando…no inicio.

Conor nasceu em Crumlin, uma pequena cidade localizada nos subúrbios da parte Sul de Dublin.

Na adolescência, o seu ar franzino e principalmente a sua estatura baixa fizeram com que tivesse vivido algumas agruras, quase inimagináveis se pensarmos no lutador em que se viria a tornar. Foram elas, no entanto e em parte, responsáveis pelo interesse de Mcgregor nos Desportos de Combate.

Antes de enveredar pelo Boxe, o Irlandês desejou ser aquilo que qualquer “Irish Boy” deseja ser. O que? Jogador de Futebol, é claro!

Depois de ter passado pelas equipas das escolas de Crumlin, fez a sua primeira e única tentativa como federado nos “Lourdes Celtics”.

Não vingou.

Nem o Futebol nem sequer a paixão que por esta altura ainda nutria pelo Manchester United.

Se falarem hoje com “Notorious”, ele vai dizer-vos que já pouco liga á modalidade ou ao clube Inglês.

Coisas do passado, portanto.

Adiante.

Foi por volta dos 20 anos e quando se tornara já canalizador certificado – era assim que ia ganhando a vida – que Conor se interessou verdadeiramente pelo Boxe.

Chegou a Campeão Jovem Amador, no entanto o seu espirito rebelde começava já aqui a ser bem marcado.

John Kavanagh e Owen Roddy, seus treinadores de sempre, contam várias vezes esta história: no seu primeiro combate – onde surgia numa das últimas posições do “card” – perceberam, quando faltava menos de meia hora para o inicio da luta que … o Irlandês não estava! Rapidamente tentaram ligar-lhe para perceber se algo tinha ocorrido, mas o telemóvel do “nesta altura nada Notorious” estava desligado.

Quando se preparavam para dar o combate como “Desistência “, Connor irrompeu pela porta.

Não falou com ninguém e só parou no ringue.

Alguns segundos depois, o seu adversário caiu nocauteado.

Começava aqui o mito “Notorious “Conor Mcgregor.

E na verdade, é com este tipo de histórias que eles se constroem.

Todos sabemos o que se seguiu: após a entrada na UFC, destronou Brock Lesnar e George St-Pierre, as grandes estrelas da companhia para se tornar o maior “draw” da história da modalidade.

Existe na Irlanda um conto mitológico – talvez o mais famoso de todos eles –  sobre um grande guerreiro celta, Chu Chulainn.

A história começa com uma criança, nada e criada numa pequena aldeia, que é atemorizada por outras da sua idade.

Sedenta de conseguir contrariar aquele terror, a criança aprende a lutar, mas fá-lo com tal afinco e desejo que se torna no maior lutador do lugar.

Depressa o que de inicio era apenas um desejo de ser igual, se transforma numa procura desenfreada por fama e reconhecimento.

Pelo caminho, Chu Chulainn acaba por fazer mais inimigos do que amigos.

E como qualquer conto mitológico, sabe que no final, sairá definitivamente vitorioso ou cairá para sempre em desgraça.

O Irlandês utiliza a alcunha de “Notorious”.

Mas bem podia ser “Chu Chulainn” Conor Mcgregor…

Até para a semana… e boas lutas!

João Fontes

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