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Previsão Murro no Estômago #11 – UFC 216

A UFC regressa este sábado aos PPV, com a sua edição 216, com dois main events, sim, para mim serão dois combates principais, um que era para ter acontecido no UFC 215, mas por problemas de saúde do contender Ray Borg, não se realizou, mas agora irá defrontar DJ, que poderá bater o record de maior defesas de título, bem sucedidas, consecutivas merecido. Adicionalmente, Kevin Lee, apesar de todas as questões da pesagem, conseguiu bater o peso e irá lutar com Tony Ferguson pelo título interino.

Beneil Dariush (14-3-1) Vs Evan Dunham (17-6) – Divisão de Lightweight

Pergunto-me muitas vezes se este tipo de combate faz sentido no card principal, com lutadores de enorme juventude e qualidade nas prelims. Dunham é um histórico da UFC e Dariush é um nome que impõe respeito, mas ambos já demonstraram que não têm unhas para tocar a “guitarra” que são os top contenders de uma das divisões mais competitivas da UFC.

Dariush, o atleta da Kings MMA estreou-se no UFC em 2014 e apesar de no segundo combate ter sido derrotado, conseguiu alcançar um conjunto de 5 vitórias consecutivas, vencendo nomes como o Jim Miller e Michael Johnson. Foi traído no chão por Chiesa, depois conseguiu vencer Vick, impôs a primeira derrota a Magomedov, que agora está na ex WSOF (actual PFL) e no seu último combate voltou a defrontar um top contender, Edson Barboza e também foi derrotado. Dariush, é um grappler que está bem a lutar no chão, faixa preta de jitsu que gosta de apnhar as costas do adversário, o wrestling ofensivo tem melhorado e quando consegue aplicar os takedowns e ficar por cima aplica o seu ground and pound. Em pé, continua a ter algumas fraquezas, principalmente quando encontra especialistas do striking.

Dunham, já pode ser considerado um veterano, estreou-se à 8 anos na UFC, no UFC 95, e desde então já passou fases boas e menos boas, atualmente está numa fase boa vindo de 5 vitórias consecutivas, em que venceu nomes como Joe Lauzon e Ross Pearson. Tal como o seu adversário quando enfrentou concorrência mais forte, foi sucumbido pelos seus adversários. Dunham é um lutador versátil que promete dar espectáculo aos fãs, tendo diversos prémios de performance da noite. É um boxeur de qualidade, mas pouco movimentado, o seu wrestling jiu jitsu apesar de não ser óptimo, têm qualidade.

Aposta: Dariush é melhor no chão e Dunham é mais versátil, a minha aposta vai para Dariush pela juventude e pelas melhorias que tem feito no Muay Thai.

Mara Romero Borella (11-4) Vs Kalindra Faria (18-5) – Divisão de flyweight feminina

Ora aí está a estreia de uma luta no combate da divisão feminina de flyweight, mas a UFC teve que andar constantemente a tapar “buracos”, primeiro foi Jessica Eye contra Paige VanZant, depois saiu VanZant por lesão, e portanto a UFC apostou noutra combinação, Andrea Lee contra Kalindra Faria, Lee não podia lutar, por causa das regras da USADA e a UFC apostou em Borella

Borella, uma atleta pouco conhecida nos Estados Unidos da América, uma vez que fez a sua carreira, até agora, em eventos europeus, estreando-se em Julho de 2017 na Invicta FC, no main event e com uma vitória polémica. Borella, é uma kickboxer o seu estilo de luta é exatamente esse, onde utiliza bastante os pontapés, aliando as suas mãos a esse jogo de pés. Quanto ao grappling é uma faixa preta de judo, mas não esperem ver grandes habilidades nesta área.

Kalindra, a atleta da chute box, vem de duas vitórias consecutivas e é atual campeã da divisão de Bantamweight da Titan FC. No seu record tem derrotas de se impor respeito, nomes como Kowalkiewicz, Gadelha e Jessica Aguilar, venceram a brasileira. É uma atleta de pressão, com umas mãos muito pesadas e rápidas e como brasileira que é tem um jiu jitsu de luxo que fará a italiana pensar duas vezes, a arriscar-se a ir para o chão.

Aposta: Ambas souberam da luta com pouco tempo de antecedência, mas dadas as características a minha aposta vai para a Kalindra.

Fabricio Werdum (21-7-1) Vs Derrick Lewis (18-5) – Divisão de Heavyweight

Um combate entre um ex campeão, que tenta entrar novamente na rota do título e um retornado de uma reforma de meses, que pretende demonstrar que merece estar no topo da divisão.

Werdum, quando se pensava que ia dominar a divisão Heavyweight, após finalizar Cain Velasquezfoi derrotado em casa contra Stipe Miocic. Desde então, venceu Travis Browne e teve uma polémica derrota contra Overeem. Hunt chamou-o, mas o lutador disse que lutar na Austrália é complicado, em termos de logística, portanto aceitou defrontar um retornado da reforma, que continua a não impressionar-me. Werdum, a escola brasileira está na sua base, ou seja, o jiu jitsu é a sua base e que poderá dar jeito num combate contra um lutar que é muito unidimensional. Em pé, nos últimos anos evoluiu bastante o seu Muay Thai, no entanto tem de ter algumas lacunas e poderá ser perigoso entrar nesse jogo com Lewis que, apesar de lento, tem umas mãos pesadas.

Lewis, anunciou a sua retirada no final da derrota contra Mark Hunt, mas entretanto, segundo as suas palavras, queria ir fazer filmes para adultos e como não estavam a contratar, ele decidiu voltar ao MMA. Deram-lhe um desafio duro de roer, um ex campeão e se por algum acaso tem a sorte de vencer, poderá colocá-lo na rota do título. Lewis, ainda não conseguiu vencer um grande nome da divisão, Matt Mitrione e Browne, não são suficientes para se dizer que tem muita qualidade. Tem como vantagens, as suas mãos pesadas e o seu wrestling que é muito mais de força e menos técnico.

Aposta: Werdum e para esta era capaz de apostar dinheiro.

Demetrious Johnson (26-2-1) Vs Ray Borg (11-2) – Divisão de flyweight

O UFC 215 poderia ter sido a noite histórica para Demetrious, uma vez que está apenas a uma vitória de ultrapassar Anderson Silva, como o campeão com mais defesas, bem sucedidas, de título da UFC, mas Ray Borg,  que atualmente, é dos lutadores mais empolgantes desta divisão, por doença, não conseguiu se apresentar na luta.

Demetrious, não sei o que dizer sobre um lutador que tem 12 vitórias consecutivas e que dominou uma divisão, como nenhum outro fez. Um dos melhores de sempre da UFC, com uma óptima capacidade em variar o seu jogo (pé/chão), tem na sua base um wrestling alucinante, mas tornou-se um striker rapídissimo, técnico e com grande capacidade para acertar nos seus adversários. No striking, varia o boxe com o kickboxing, e no chão, mexe-se muito bem, castigando os seus adversários no ground and pound. Quanto aos seus defeitos, em tempos era a defesa de quedas, mas nesta divisão isso não se tem notado.

Borg, quem o viu de óculos, no media day, pensa que é um “menino de coro”, mas é um dos melhores e mais empolgantes lutadores da divisão. As únicas derrotas que possui, foi na estreia na UFC, contra Dustin Ortiz, e mais recentemente, contra Justin Scoggins, derrota que teve impacto na sua súbida ao topo da divisão. No entanto, as vitórias contra Louis Smolka e Jussier Formiga, voltaram a coloca-lo no topo da divisão e como principal candidato ao título de Demetrious. Borg, será um adversário muito difícil para Johnson, dado que é um lutador muito parecido com ele, é um lutador capaz de variar muito rapidamente o seu jogo, striking / grappling, com um wrestling qualidade e uma boa capacidade na luta agarrada, aliando a isso, um boxe intenso e com muito volume.

Aposta: É difícil apostar noutro lutador, que não seja o “Mighty Mouse” Demetrious Johnson.

Tony Ferguson (23-3) Vs Kevin Lee (16-2) – Divisão de Lightweight

Combate que, na minha opinião, deveria ser co main event, mas a rivalidade entre os dois e o significado da vitória, e não estou a falar do título interino, fizeram com que ficasse no main event. Lee assustou nas pesagens, mas o combate vai acontecer.

Ferguson, tem o nome de um dos melhores treinadores de futebol do Mundo, e Tony é dos melhores lutadores de MMA da atualidade. O seu último combate foi contra Dos Anjos, mas chegou a estar de combate marcado contra Khabib Nurmagomedov, mas o Russo não se apresentou nas pesagens. “El Cucuy” ultrapassou isso e agora tem aqui a oportunidade que já era merecida há muito tempo. não é pelo título linear mas é pelo interino. Ferguson, é um lutador que já venceu nomes muito grandes da divisão, faltando-lhe apenas Khabib, para isso tem uma versatilidade fantástica, e que causaria muitas dificuldades a Conor, com um boxe de pressão, é dos lutadores que melhores transições faz  na divisão de Lightweight.

Lee, tem apenas 24 anos e é visto como um dos melhores trash talkers da divisão, mas também é uma das maiores promessas. Para muitos foi surpreendente vê-lo nesta posição, mas a verdade é que quase todos os lutadores, tirando Nate, tinham combates marcados ou estavam lesionados. Lee venceu de forma polémica Chiesa, mas na verdade dominou completamente o lutador e mais tarde ou mais cedo a derrota de Chiesa ia acabar por acontecer. O seu ponto fraco é o jogo em pé defensivo, mas ofensivamente tem ao longo do tempo demonstrado melhorias. Tem facilidade em colocar os seus adversários no chão, com o seu wrestling de enorme qualidade e junta a isso uma forte capacidade de trabalhar os adversários no chão, até submete-los.

Aposta: Eu gosto muito do Tony e acho que é o favorito para esta luta.

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Sobre o Autor

- Madeirense e fã do Clube Sport Marítimo, lidou com a síndrome de ser de uma ilha criando um podcast sobre MMA chamado Murro no Estômago. É também autor/administrador do site Ultimate Fight.

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