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The Ultimate Fighter – Quem será a vencedora?

No dia 30 de Agosto, apesar de muito despercebido, iniciou-se a nova temporada do The Ultimate Fighter, a 26ª, que terá como prémio final, a coroação da nova, e estreante, campeã da divisão de Flyweight.

Para quem não conhece este formato, funciona como um reality show, em que os participantes ficam numa casa e consoante os combates que vão realizando, vão somando “pontos” e no fim, os mais pontuados, disputam o título The Ultimate Fighter. Os prémios vão variando, consoante a temporada e o formato da competição, depende do prémio.

Ora, esta temporada, como vai culminar na futura campeã da Flyweight Division, o formato será de torneio, em que as competidoras vão ter que ir ganhando, nas diferentes eliminatórias, os seus combates, até vencerem a final. Poderão ver, abaixo, as Brackets do torneio, que foram decididas no primeiro episódio.

Em seguida, irei realizar uma breve descrição de cada uma das participantes e os factos mais importantes, sobre as mesmas:

#16 Shana Dobson (2-1), fez a sua estreia no MMA amador em 2015, e profissional em 2016. É professora de profissão e começou a treinar por diversão, Boxe e Kickboxing, num pequeno ginásio no Texas, fazendo depois a transição para o MMA, por conselho de um dos treinadores. É uma striker, gosta de manter a distância, ir aplicando low kicks, para enfraquecer a sua adversária e depois aplicar as suas mãos pesadas. É uma lutadora que tenta não estar muito no chão, mas quando está, procura o ground and pound para finalizar a sua adversária. As dificuldades que Shana poderá encontrar, são lutadoras que no chão, são mais experientes, mais inteligentes e com base em artes marciais de grappling, e a sua falta de experiência.

#15 Gillian Robertson (3-2), atleta da American Top Team, começou a treinar cardio kickboxing, fazendo mais tarde a transição para o MMA. Estreou-se como amadora em 2015, com um record de 8 vitórias e 1 derrota, e fez a sua estreia profissional em 2016, sendo o seu combate de maior destaque contra Cynthia Calvillo. Gillian é uma lutadora com um striking, defensivamente fraco, e ofensivamente razoável, sendo uma lutadora que gosta de encurtar a distância, aproveitando muitas vezes situações de contra ataque. O grappling é, claramente, onde se sente melhor,  tanto no clintch, como depois no chão, no entanto falta-lhe melhorar o seu wrestling ofensivo para conseguir aumentar a sua capacidade de efetuar takedowns,

#14 Nicco Montano (3-1), antiga campeã da King of The Cage na divisão de flyweight, é filha de um ex lutador de boxe, e começou a treinar artes marciais na Universidade, nomeadamente kickboxingjiu jitsu. Nicco é uma grappler de muita qualidade, movimentada, tentando marcar sempre a sua adversária, para cansa-la e magoa-la, para depois tentar submete-la. O striking de Nicco. é razoável, mas contra lutadoras mais agressivas, penso que irá ter muitas dificuldades.

#13 Karine Gevorgyan (3-2), é da Arménia e começou a treinar MMA há, apenas, três anos, depois de ter treinado outros desportos. Lutou em promotoras espanholas, chinesas, alemãs e arménias, realizando essas lutas em várias categorias de peso. Duas vitórias, uma por submissão e uma por TKO, fazem de si uma lutadora completa, de uma grappler paciente, que utiliza o jiu jitsu para finalizar as adversárias, a uma striker letal. As suas derrotas, foram, também, por TKO/KO e por decisão, o que a torna uma lutadora agressiva, mas muito vulnerável defensivamente, cometendo erros básicos contra adversárias com mais escola nas artes marciais “agarradas” ou de striking.

#12 Sijara Eubanks (2-2), o record pouco atrativo, pode ser explicado pela maior parte das suas lutas terem sido realizadas, na maior promotora de MMA feminino do Mundo, Invicta FC. Uma das lutadoras, que eu considero, mais empolgantes que estarão na casa, uma grappler, faixa preta em jiu jitsu e também praticou Muay Thai a nível amador. Comparando com as anteriores, já combateu no “lago dos tubarões”, do MMA feminino, o que lhe poderá dar vantagem, ao nível da experiência. A única vez que lutou na divisão deste TUF, perdeu, as suas fraquezas são a defesa do striking, o não ter medo de ir para a trocação com as suas adversárias, e muitas vezes não ter a experiência / qualidade necessária para entrar neste jogo, torna-a uma lutadora vulnerável.

#11 Ariel Beck (4-4), mais um record de empate em número de vitórias e número de derrotas, lutou pela Invicta uma vez e pela Legacy FC, que se juntou à RFA e agora chama-se LFA, duas vezes, resultando todas elas em derrotas. É uma striker, com mãos pesadas, que utiliza principalmente, o seu boxe, para ir acertando e deixando as suas adversárias KO. No entanto, possui uma defesa de quedas fraca e um jogo de chão sofrível, para alguém que já está a este nível.

#10 Rachel Ostovich (3-3), como não há duas, sem três, aqui está mais uma com um record “nulo”, mas, já com uma grande experiência de MMA feminino, ao mais alto nível. 4 das suas 6 lutas foram realizadas na Invicta, e uma delas contra Ariel Beck por decisão, e agora na UFC pretende demonstrar que este record, não está de acordo com a sua qualidade. A lutadora, que vai vestida de wonderwoman para a cage, tem um boxe ofensivo de qualidade, mas a sua fortaleza está no seu grappling extremamente agressivo. É uma lutadora que tem algumas dificuldades, contra lutadoras que tenham um striking mais intenso e que tenham um wrestling defensivo razoável.

#9 Christina Marks (8-8), das lutadoras mais experientes deste The Ultimate Fighter, mas provavelmente, ainda, não lutou com a competição mais feroz do MMA feminino. Lutadora de pressão, rapidamente nos seus combates vai à procura da luta agarrada, sem deixar as suas adversárias respirar durante muito tempo e sem as deixar entrar na trocação com ela. O seu grappling defensivo e ofensivo, são de qualidade, tanto no clintch, em que utiliza todas as formas para “marcar” a sua adversária, tanto no chão, em que tenta rapidamente finalizar a luta com uma submissão.

#8 Emily Whitimire (2-1), a nível amador, só lutou nesta divisão, a nível profissional, nunca lutou nesta divisão. Foi campeã da divisão de flyweight da Tuff-N-Uff e uma das vitórias que alcançou enquanto profissional, foi contra Emily Ducote, uma das melhores lutadoras flyweight do Bellator. É lutadora da Xtreme Couture, tendo uma relação muito próxima com Miesha Tate, que considera um exemplo, a seguir. Uma grappler intensa, com um bom wrestling, que não gosta de deixar as adversárias respirar, procurando no chão muitas vezes ficar na posição dominante, para alcançar a montada e depois “cravejar” as suas adversárias. No striking, confesso que ainda não consegui avaliar, dada a pouca experiência da lutadora, mas acredito que deva ter muita coisa a melhorar, dado que na maior parte das suas lutas Emily, procura rapidamente levar as suas adversárias, para o chão.

#7 Melinda Fabian (4-3-1 Empate), mais uma europeia, desta feita húngara, que começou a treinar artes marciais aos 12 anos, com o karaté, depois efectuou a evolução para o Kempo, arte marcial que alia karaté com técnicas de grappling, aos 16 anos. Começou a treinar MMA, à apenas dois anos, mas já tem uma série de combates, em 2016 realizou 4 combates. Apesar de europeia, e de nunca ter lutado numa grande promotora, Melinda já tem experiência com lutadoras que, actualmente, estão na UFC, Katlyn Chookagian e Lucie Pudilova, no entanto foi derrotada em ambas. Melinda é uma striker, com uma grande base no Karaté, usa muito os pontapés e o contra ataque rápido no boxe, tendo umas mãos pesadas. O seu grappling, não é tão bom como o striking, mas não é nenhuma novata e tem algumas noções defensivas.

#6 Montana Stewart (7-4), uma wrestler de base, três vezes All American, que acrescentou o jiu jitsu, ao seu jogo de grappling. Das suas derrotas, duas foram contra lutadoras conhecidas dos fãs de MMA, McKenzie Dern, na Legacy Fighting, e Cynthia Calvillo, a menina bonita da Team Alpha Male e de Dana White, na LFA. A maior parte das suas vitórias foram por submissão, o que já seria de prever, dadas as suas bases de artes marciais. O seu striking, é básico, e deveria melhorar, porque quando enfrentou concorrência maior não conseguiu lidar com essas adversárias, e a complementaridade que o striking lhe poderia dar, ao seu grappling poderia torna-la uma lutadora mais completa.

#5 Maia Stevenson (6-4), mulher de um dos participantes da última edição do The Ultimate Fighter: Redemption, Joe Stevenson. Começou a treinar Boxe aos 17 anos e 6 meses depois já estava a competir por esta modalidade, alguns anos depois começou a treinar jiu jitsu, efetuando, posteriormente, a transição definitiva para o MMA. Finalizadora, com um striking apuradíssimo e um grappling evoluídissimo, consigo as lutas, não serão para durar os 3  rounds, por isso vejo-o como uma das favoritas a este torneio. Maia Stevenson, defensivamente, vai ser testada, ao mais alto nível, pela primeira vez, o que poderá, ou ser uma desvantagem, ou surpreender a maioria das suas adversárias.

#4 DeAnna Bennet (8-3), mais uma ex Invicta e com uma história engraçada, uma vez que começou a jogar pólo aquático, na escola secundária, e depois a conselho de um treinador, resolveu experimentar o Wrestling. Uma lesão no tornozelo, acabou com a sua carreira nesta disciplina, o que a levou a experimentar na faculdade Kickboxing, depois Muay Thai e Jiu Jitsu. Parecia imbatível, teve uma streak de 8 vitórias consecutivas, no entanto quando foi lutar pelo título de strawweight , foi derrotada por Lívia Renata Souza e a partir daí nunca mais conseguiu vencer, somando 3 derrotas consecutivas. Juntando tudo o que aprendeu, temos uma lutadora completa, com vitórias por submissão ou finalização, com experiência de alto nível e sem dúvida nenhuma, uma das favoritas a este título. Prefere entrar na trocação com as adversárias, tendo umas mãos muito pesadas e letais, que lhe dá o nome de “The Argentine Assassin”.

#3 Lauren Murphy (9-3),  a “Lucky” já lutou na UFC, onde alcançou uma vitória e três derrotas, tendo sido, também, campeã de Bantamweight da Invicta. Redemption, foi o título da última temporada do TUF, mas poderá ser a descrição para o que Lauren pretende fazer nesta temporada. Apaixonou-se pelas artes marciais, ao levar um filho a uma aula de jiu jitsu, três meses depois estava a treinar MMA e três meses de treinar, já estava a competir a nível profissional. Faixa roxa, em jiu jitsu, é uma grappler de qualidade, aliando a isso um boxe ofensivo, muito agressivo. O seu ponto fraco, é a defesa do striking, falta-lhe ser mais inteligente e fechar-se mais, no entanto é durona e aguenta muita pancada.

#2 Barb Honchak (10-2), de pequena guerreira, só tem a alcunha, de resto Barb tem demonstrado que esta oportunidade, entrar na UFC, já era merecida, estando com uma streak de 9 vitórias consecutivas. Alcançou o título da divisão de flyweight da Invicta, mas está há dois anos, sem entrar dentro de uma cage, devido a uma série de razões. Devido aos seus 37 anos, Barb vai sentir o regresso ao MMA, já será uma lutadora diferente, provavelmente, menos confiante, no entanto continuo a vê-la como uma das favoritas a vencer este título. wrestler  e kickboxer, de alta qualidade, na minha opinião, a melhor striker do torneio, agressiva, inteligente e muito eficaz. A sua defesa é o ataque, não é fácil apontar grandes defeitos a uma lutadora que teve 9 vitórias consecutivas.

#1 Roxanne Modafferi (21-13), a mais experiente da casa, já lutou em quase todas as divisões femininas, Flywiegth, Strawweight, Featherweight e Midleweight. Já lutou muitas vezes, esta é a segunda participação num TUF, uma vez que já participou na 18ª edição. Se Barb é provavelmente a melhor striker, Modafferi, com o seu passado de Jiu Jitsu e Judo, é claramente a melhor grappler do torneio. Mas engane-se, quem acha que esta lutadora não tem striking, umas mãos pesadas e intensa no ataque às adversárias, no entanto necessita de ser melhor defensivamente, contra strikers de alto nível.

Apostas

Favoritas: As minhas favoritas são, Roxanne Modafferi e DeAnna Bennett

Possíveis Surpresas: As que se poderão tornar surpresas são, Sijara Eubanks e Melinda Fabian

Por fim, referir que a Sport TV vai transmitir esta temporada em canal aberto, na Sport TV+a partir do dia 15 de Setembro de 2017, às 23h00.

Sobre o Autor

- Criador do Podcast Murro no Estômago e gosta de auto apelidar-se Analista, mas no fundo é só o Freitas Lobo do MMA

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